sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Maternidade.

Tenho uma filha que é a razão de cada passo meu. Acho que isso todo mundo já sabe.
É maravilhoso ter uma filha que, além de linda, inteligente, e tudo mais que uma mãe coruja pode listar por horas a fio, me faz achar a vida perfeita mesmo nos momentos aparentemente insuportaveis...
Não sou ninguém para julgar como cada pessoa vivencia a maternidade, mas realmente não alcanço o completo desapego de algumas mães. E de alguns pais também, como não?
Hoje terminei o dia pensando nisso. Minha pequena de férias está há três dias na casa de uma priminha curtindo mil brincadeiras, experimentando um pouco de individualidade assistida longe da proteção de minhas asas (não muito longe, claro, nada que um táxi não resolva em no máximo 20 minutos), e a verdade é que não me sinto nada preparada para ve-la voar...pelo menos, não um vôo solo. Tudo bem, ela só tem 9 anos, dá para entender. Esses três dias representam o recorde de noites que não dormimos juntas, nunca me afastei por mais de uma noite ou duas por motivos de força maior (trabalho, vida pessoal de "adulto", etc), e hoje ao entrar em casa, ela (a casa) me pareceu ter o dobro do tamanho...um nó enorme na garganta que irá se dissolver nas primeiras luzes desse dia assim que eu for busca-la e abraça-la muuuuuuito...
Quando tudo parece perdido, há sempre minha pequena Letícia a me sinalizar com seu sorriso que vale a pena lutar, chorar, sorrir, seguir, apostar, acreditar e não desistir nunca! A verdade é que há tempos não sou tão feliz, em todas as áreas de minha vida.
Pois então, voltando ao início desse dedo de prosa, realmente não entendo um monte de coisas. Não sou perfeita, alías, sei que sou imperfeita até demais( sim, mãe também é gente), mas realmente nunca vou alcançar certos desapegos...
Como um pai pode ser capaz de conseguir não ver a filha por mais de uma semana como se a vida fosse assim mesmo e pronto...e se dizer um pai muito maravilhoso...sei que existem casos clássicos de alienação parental, mas a despeito de meu estarrecimento, nunca contribuí para minar a relação de pai e filha. Nunca, sei que não.
Minha filha é um verdadeiro milagre, dadas as circunstâncias da época em que foi gerada, em meio a uma total crise de seus pais. Mas quer saber? Não me arrependo nem por um segundo. Valeu cada semana em que sobrevivi a base de arroz e ovo para que não faltasse o leite dela... e hoje estamos aqui...podendo sim, escolher o cardápio nosso de cada dia, senão com luxos, com toda a dignidade que um ser humano merece.
Não vejo a hora de raiar o dia e enche-la de beijos...Minha Letícia, minha alegria. Independente de tudo que passei para te-la em minha vida...a despeito de todas as calamidades "indizíveis"...sei que seguiremos juntas, e cada segundo há de valer a pena. É o maior amor do mundo!!! Isso não tem preço.

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