sexta-feira, 17 de junho de 2011

Ser mulher não é coisa pra macho! Viva as diferenças...

Dentro dos avanços(?) de uma sociedade que caminha rumo a sei lá o quê, é possível perceber que mulheres em todas as camadas sociais seguem em sua existência acumulando múltiplas jornadas, que começam na luta do pão de cada despertar ao ato de cobrir suas crias ao anoitecer...e entre essas duas ações, o dia parece ter vinte e cinco horas, trinta talvez...muitas saem para trabalhar, sejam em seus carros particulares, driblando trânsitos infernais que deixaram de ser privilégio de grandes centros urbanos, sejam em ônibus onde mal se respira, e a cada freada são obrigadas a testar a força de seus braços, ou ainda em trens ou metrôs lotados sob a pena de contrair viroses e desenvolver claustrofobias administradas pela necessidade da sobrevivência...
Cada dia é repleto de surpresas: dificilmente a agenda feminina não é alterada pelo imponderável, dada a multiplicidade de papeis que é levada a desempenhar... pode ser um filho com febre na escola que a faz despencar de onde estiver, arriscando a estabilidade de seu trabalho, ou ainda um evento que surge no meio do dia e a faz perceber que suas unhas estão descascando e sua sobrancelha mais se assemelha a uma lagarta peluda, e a manicure de confiança sumiu ou não tem horário, então a "louca"(muito comum essa forma de adjetivar as "meninas") corre na farmácia mais próxima para comprar esmalte, acetona, quem sabe um alicate para aparar as cutículas, uma pinça para domar o arco sobre os olhos, enfim...e se o imponderável for um encontro romântico, adicione à lista de emergências uma calcinha que não seja a "bege surradinha" com a qual saiu de casa, e uma lâmina para "depilar" à seco pernas onde brotam pêlos que espetam por pura falta de tempo de se enxergar em um ritmo menos neurótico...e no meio disso tudo, ligar para os filhos dizendo que a mamãe vai atrasar, contando que a babá, vó, ex-marido desempregado, ou seja lá quem for, cumpra o papel de "afeto terceirizado", podendo rendê-la e dar a ela a oportunidade de namorar ou passear ou transar, enfim...afinal, nem todas as mães seguem com seus parceiros, há muita diversidade e são muitos os modelos familiares, que de tantos, são "incatalogáveis"! E quando dormem fora ao lado do amado ou da amada(why not?), dificilmente abrem os olhos sem a saudade de quem a espera em seu lar...de filhos a cachorros, ou uma mãe ou pai idosos, ou tudo isso junto...
Às que tiveram mais acesso à educação formal, há de se lembrar dos cursos de aprimoramento e extensão em um mundo onde a corrida do ouro nunca alcança a linha de chegada. E as mais humildes, muitas, correm de seus sub-empregos para uma sala de aula noturna na tentativa de abandonar a condição de analfabetas funcionais...todo mundo quer melhorar, entretanto, conseguir ou ter preparo psicológico e algum tipo de apoio, é uma outra história.
Outro dado que não dá para passar despercebido: vivemos na era do culto total à beleza, mulheres precisam ser lindas, ou se esforçarem ao máximo para chegar perto disso. Mais uma vez, que fique claro, que essa demanda é comum a todas as camadas econômicas. Buscam a beleza de acordo com seu sistema de crenças. Querem se vestir bem, seja numa loja de grife, ou de departamentos que possua crédito próprio com cem dias para começar a pagar em oito sem juros...ou também, em camelódromos que ofertam todo tipo de fakes, reproduzindo, mesmo que de maneira precária, as "tendências da estação" ou o colar modelável da personagem gostosona da novela das oito...
No meio dessa "guerra" de se manter desejável, há quem diga que ser mulher é coisa para macho. Não é não. Homens têm um expediente de vida diferente, com dificuldades próprias, e não menos dignas de nota, mas são diferentes e pronto, e isso é bom. Material para outra postagem, ok? Voltemos às mulheres. Como já foi dito, precisam se sentir lindas e amadas. As que não têm filhos, em sua maioria, querem ter. E se fazem lindas na busca de um parceiro que viabilize seus sonhos. Chegam de um trabalho qualquer às oito e meia da noite e se jogam em academias para que o corpo não desabe com o avançar do tempo, afinal, é o que se nota primeiro. Um homem nunca dirá: "Nossa, me apaixonei pela sua alma à primeira vista". Foi dito uma vez que mulheres chegam ao sexo através do encantamento, e que os homens chegam ao encantamento através do sexo. Via de regra, difícil não acontecer desse modo.
Em tempo, tem ainda a preocupação com a forma, leia-se peso. Não dá mesmo para ignorar a cultura do corpo perfeito. E quem tem grana para investir em uma alimentação realmente adequada nessa era de frangos anabolizados e comidas processadas industrialmente cheias de conservantes e outros venenos? Há quem tenha, mas isso não representa a regra. Mulheres se viram com o quê e como podem. Esse é um tema que, ainda que "batido", é inesgotável, é fácil voltar a ele e adicionar novas considerações acerca da condição feminina. Mulheres correm contra ventos e tempestades, e param no meio do caos para retocar o batom e ajeitar os cabelos...porque ser mulher não é coisa para macho não! É coisa para mulher com "M" grandão! Mesmo que ao cair das cortinas, tudo que desejem seja um braço forte enlaçando suas cinturas para que se sintam "mulherzinhas" no melhor sentido da palavra...Boa tarde, "meninas e meninos", tão necessários que são uns aos outros.

Um comentário:

  1. Como diz a querida autora Martha Medeiros, nenhuma mulher pode se dedicar integralmente ao trabalho, como os homens, sem pensar no que mandará a secretária fazer pro almoço, se o filho está comendo direito ou mesmo já escovou os dentes.
    Os homens podem passar ALGUNS DIAS fora de casa, a negócios, que td bem, mas a s mulheres se forem fazer o mesmo, terão que fazer um batalhão de coisas antes:convocar a avó p cuidar dos netos, ir ao supermercado abastecer a despensa, devolver os dvds na locadora etc etc etc.
    Eu li este texto da Martha Medeiros hj à tarde e achei tudo a ver com o que vc escreveu Claudinha.Sexo frágil?????NEVER NEVER NEVER!

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