quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Ela não sabe agradar gregos e troianos.

Pelo livre sentir.


Not Guilt

Não sei mesmo. Não sei como fazer...minha caminhada é marcada por cansativas tentativas de adequação, sobretudo na minha vida pessoal. Talvez eu seja "incatalogável", e não vejo isso como mérito. É só o que é...
Nem santa, nem puta, nem isso, nem aquilo...mas me vejo chamada a ocupar vários papéis que não me cabem. Não sou atriz. Não sou boa em desviar de tiros em meio ao fogo cruzado. Não sei como apaziguar corações em guerra. Mal sei apaziguar o meu. Só sei gostar das pessoas que gosto, não sei se existe um jeito preciso e correto de gostar, só sei que gosto...e gosto acima de detalhes que não mudam minha vida. Posso achar uma foto linda com uma amada amiga mesmo que nela tenham pessoas que não façam parte do meu cotidiano, por exemplo. Não quero guerras com amores que se foram, quero paz...não estou aqui para ferir ninguém. E o fato de terem partido não significa que o afeto está morto...fomos até onde deu, e não cabe aqui um balanço de culpas. Nem santa, nem puta. Só quero a paz dos desnudos da culpa. Aqui me desnudo...nada muda um Pensar engessado por sólidas verdades(?). Aqui me desnudo e ponto. Cansada de pedir desculpas sabe lá por que...só quero escrever meus livrinhos, vendendo brigadeiros para sustentar meus sonhos...e sigo grata. Todo dia aprendo alguma coisa.

...eu sigo buscando a vida!

..desnuda das culpas que me recuso a vestir...

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Bar Antigamente ou O Brinco Perdido ( Livres versos ao estimado amigo)

aguardando check-in pousada em poesia.

O beijo ficou bem guardado
nas dobras do nosso passado
O abraço tão bem represado
transbordou pra fora de mim
bastou seus olhos de amêndoas
seus risos sem sisos
desejo confesso e o beijo enfim
nunca houve ponto final
reticente em minha saudade
se fez continuativo e fim...
Guardei o brinco vermelho
o outro se perdeu em seu beijo
levo comigo o brilho escarlate
e ele me diz: não foi sonho!
é tudo verdade.
pretérito se fez presente
futuro se faz ausente
eu gosto que seja assim
amor sem tempo verbal
Afeto-vontade atemporal
homem-menino-bonito
agora acredito: nunca sonhei!!!
Você é real. Você é real.

Do you remember?

domingo, 16 de outubro de 2011

Ninho.

imagem colhida do google

A vida dá voltas loucas. Acabo de falar com minha mãe. Ela está bem dentro do possível, ela tem enorme pulsão pra vida! Estou extremamente grata por poder estar no colo dela, e vice-versa, nesse momento tão delicado e também único...a amo muito e nossa história é só nossa...apenas me atrevo a dividir aqui a imensa alegria de saber que em dois dias estarei em meu colo vitalício, meu ninho, o amor que nunca expira e resiste à tempos maus e tempestades...e até meu infantil medo de avião...mãe, tô chegando!
Em tempo: Essa viagem vai acontecer porque tenho amigas de verdade. Obrigada, amiga, te amo! Coisas de quem sabe o que é amar o colo vitalício e conhece o calor e a falta que nosso ninho original pode fazer...a vida é agora!
Ah...aqui não é a escritora que vos fala...é só uma filha...que coisa boa ser filha!!!

música com cheirinho de família

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Das Estrelas...

...não as busco...
Estrelas, não as busco...
Elas me bastam no firmamento
a derramar luz azul no cimento...
em solos concretos
meus passos me levam
ao que é meu por direito
ou mesmo esquerdo...

(..agradeço, Azul Estelar, por caminhos tão meus..)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

De lugar nenhum. E ponto.



Deslocada nasci
Não sou daqui
Sou mais de "lá"
Teimo aqui, em tantas Luas
Só por não saber calar
Sei que falo por falar
Derramo solidão em público
Caço horizontes para além das brancas paredes
Não nasci para ter súditos
Sou (só!) mais um "face" na rede
Mas feita de carne, alma, osso...
'inda sigo faminta de gente!

(apenas um ponto escuro cercado de solidão por todos os lados. Apenas um ponto escuro, apenas um ponto escuro, apenas um ponto escuro, apenas um ponto escuro, apenas um ponto escuro, apenas um ponto, apenas............................................)

domingo, 2 de outubro de 2011

" Meu 3 Oitão está chegando!"

arquivo pessoal


Então...meu 38 está a caminho. Eu, mesmo que não possa parecer, sou bem da paz, portanto falo de meus trinta e oito anos de vida, e não de uma arma letal.


Vejo que cheguei a um ponto onde balanços minuciosos do que vivi não são lá muito úteis, mas enfim...entre perdas e danos, é difícil encontrar um equilíbrio. Fico com a sensação boa de ser mãe de quem sou...só isso já faz valer a pena. Há quem diga que inferno astral é uma bobagem, mas tenho minhas dúvidas...para mim, está servindo para por cada coisa em seu lugar, ou pelo menos tentar...ou mais: redimensionar meu demasiado Sentir. Sinto demais...sinto muito, em qualquer sentido que se queira entender esse "sinto muito"...


Não tenho mais paciência para me desculpar de tudo...pedir desculpas é cansativo, e raramente adianta. Estava de um jeito que, mais um pouco, pediria desculpas por estar aqui...e gosto, acreditem, de estar aqui, ainda buscando algum sentido nisso, que diga respeito só a mim.


Nasci em 9 de outubro de 1973, as 19 horas sob o céu carioca da praça Mauá (Pró-Matre, onde, vejam que interessante, foi onde também dei à luz minha filha). Ascendente em touro, lua em peixes. Me corrija alguém que entenda de mapas se eu estiver errada. Filha de Elizabeth, a mulher mais linda que já conheci. E falo com isenção. Linda mesmo. Quis o destino, que não foi lá muito gentil com nós duas, que "crescêssemos" a uma relativa distância, mas que fique claro: Elizabeth nunca me abandonou. Certas renúncias, por falta de uma palavra melhor, são atos de um Amor extremo. Ela sempre deu um jeito de estar por perto...e era uma "menina" de vinte anos. Passei anos tentando me encaixar nas expectativas, principalmente as acadêmicas, daqueles que me "criaram"  e "reinam" em minha carteira de identidade muito mais que em minha Vida propriamente dita.


Estou transitando entre o alegre e o triste, e não há aqui uma "confissão pública" de bipolaridade (como se essa condição pudesse ser um crime...conheço bipolares absolutamente geniais em pensamentos e ações.), mas de minha condição humana...não acho que teria como me sentir de outra forma...


Vou tentar não me estender demais, afinal, a maioria dos que vão ler isso nem me conhece. E Mário Quintana já dizia sabiamente: "O pior de nossos problemas é que ninguém tem nada com isso". Melhor assim.


Há mais ou menos dois dias, ouvi da boca de uma "irmã" com a qual fui criada e cujo sobrenome na identidade é o mesmo, que não passo de uma "irrealizada", "recalcada", "língua afiada", "que ela sabia que a paz não duraria"...eu também sabia, mas tentei uma chance à paz. A paz só dura se me calo em absoluto, e isso, realmente não consigo. Esses adjetivos partem da necessidade de me comparar aos demais membros da família, colecionadores de "lindos diplomas", embora isso não fosse o tema da tentativa de diálogo. É comum isso acontecer quando peço algum tipo de socorro. Devo aprender a pedir socorro à D-us e ponto. 
Claro que estou magoada...e quero de aniversário a capacidade de sepultar metaforicamente o impacto dessa figuras em minha caminhada. Busco renovação...que uma nova pele se componha sobre minha casca "craquelada". E não falo da grande tatuagem, mas de novas células. É isso que me importa. Os dias que virão me importam. Hoje importa mais que tudo...é nele que desenho o amanhã e a possibilidade de sentimentos mais amenos.


Em tempo, não visto de jeito nenhum os adjetivos com os quais minha "irmãzinha Tonelli" me presenteou com a ânsia de quem não sabe esperar para entregar "um embrulho". No caso, o que ela "embrulhou", como tantas vezes em nossa história, foi apenas meu estômago diminuto. Que ela encontre a paz sem tentar subtrair a minha...e nesse caso, só depende de mim.


Conheço o preço de não ter me encaixado no senso comum, e quem me conhece, sabe que não foi uma escolha. Mesmo não publicada (de forma autoral, diga-se de passagem- eu que sabiamente "abandonei" minha vida de ghost- writer para imprimir minhas próprias histórias e estórias!), sou uma escritora e quero tomar posse disso, sem concessões aos pudores alheios. Não estou nessa para ferir ninguém. Tampouco para me deixar ferir. Não vou me consumir em chamas feito carvão por não caber naquilo que querem que eu seja...estou achando meu caminho. Pode ter curvas e ser irregular, mas nas margens vejo flores e borboletas ao meu lado. E como não dizer, a Alegria, que atende pelo nome de Letícia e caminha de mãos dadas comigo...minha filha, minha semente, cuja expectativa sobre ela se resume em Felicidade. 


Um dia eu disse que gostaria de ser outonal, mas já que me foi dada a Primavera como boas vindas, vou tirar o que de melhor há nisso. Adoro flores e limonadas...E também a voz de grandes Divas ecoando em meus ouvidos. E ainda meus poucos e maravilhosos amigos...mesmo os que estão recolhidos, sei que torcem por mim! 


Dezembro está chegando...e com ele, o colo de Elizabeth...meu colo vitalício...Ela que também só desejou que eu fosse feliz! E deseja ainda! (Mãe, te amo!)

Do meu Baú das Lindas lembranças.


Claudia Cristina.


October Song
Tradução de "October Song"
    • Canção de Outubro


      Hoje o meu pássaro voou
      Para encontrar um azulão.
      À luz das estrelas, antes que ela voasse
      Eu cantei uma canção de pássaros toda noite
      Eu cantei uma canção toda noite
      Cantei para minha Ava toda noite.

      Ava era a manhã,e agora ela se foi
      Ela nasceu de novo como Sarah Vaughan
      No santuário ela encontrou
      Pássaros voando com seu doce som
      E Ava voa no paraíso
      E Ava voa no paraíso

      Eu acordei na minha cama
      Com a dor disparando em minha cabeça
      Pássaro do amor, meu doce pássaro
      Falou até não poder ser ouvida
      Ela falou até não poder ser ouvida
      Ela simplesmente parou de cantar

      Ava era a manhã,e agora ela se foi
      Ela nasceu de novo como Sarah Vaughan
      No santuário ela encontrou
      Pássaros voando com seu doce som
      E Ava voa no paraíso.
      E Ava voa no paraíso.

      Ava era a manhã,e agora ela se foi
      Ela nasceu de novo como Sarah Vaughan
      No santuário ela encontrou
      Pássaros voando com seu doce som
      E Ava voa no paraíso.
      E Ava voa no paraíso.
      Ela voa no paraíso.