quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Etérea.

arquivo pessoal

O medo da altura é a vertigem do desejo, Ele um dia me explicou. Do abandono do corpo a céu aberto, numa quase ilusão de que as asas brotem a tempo.
Em meus tresvairos, meu olhos traçam retas rumo ao mar. Cerro meus cílios, queria ser bolha de sabão e saber voar...mas sou densa. Leve por fora, mil toneladas carrego "lá dentro".
Desço vinte e dois andares, no caminho esbarro com alguma esperança. Não, não sei voar. Só sei andar, às vezes correr. Pé ante pé. Falta aprender a não olhar para trás, sob pena de perpétua prisão das "impagáveis penas".
Só pode (espero) existir marco zero para alguns descaminhos. Apenas o "hoje, aqui, agora e nunca mais!".
Ondas vão e vêm (como velhos amores), sem ligar pra ninguém. E de novembro a novembro, o "Rio" segue seu curso. Sigo seu fluxo, fujo de rancores que me levem o fígado. Já me basta o que a Vida me custou de juízo...

A Vertigem:







6 comentários:

  1. SIMPLESMENTE ELUCIDATIVO E LINDO DE DOER...Frank Tavares

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  2. Lindo, Claudia! Lindo! E de quebra, ainda enriqueci meu vocabulário, com seus "trasvairos". Bonita palavra. :)
    Um beijo!

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