quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

"Verde-Forte"

arquivo pessoal

Acho que, pela primeira vez na vida, me comprometo seriamente com a sobrevivência de uma plantinha. Ela é a ligação palpável e simbólica com minha família, hoje distante geograficamente, entretanto, tão presente quanto possível. Bato "altos papos" com Ela, que vai ficando cada dia mais verdinha (o que no caso de folhas, é um bom sinal...) e com uma "carinha feliz". Foi colhida no recanto dos gatos de minha mãe, lá no Sul do país, ao pé de uma palmeira imperial abusada de linda...bem no quintal! Minha mãe teve o cuidado de fazer uma "encubadora" com garrafa pet ao me presentear com as mudinhas, com um tantinho de água no fundo que a fizesse sobreviver à viagem. E ela sobreviveu. Está na janela, olhando o movimento e "paquerando" as árvores. Normalmente, fica aqui ao meu lado, na mesa do computador. Mamãe disse que não é uma planta de "grandes passeios", mas outro dia eu não a levei à janela e ela ficou com um jeitinho meio "pidão". Estamos nos conhecendo. Toda vez que acho que a Vida tá dura demais, penso em minha Mãe cor-de-rosa, sobrevivente nata. E na plantinha que fez Sul-Sudeste de ônibus em janeiro e hoje está aqui, bem pertinho de mim. Sorrio pra mim e acredito, definitivamente, que posso ser tão ou mais forte que elas. Em tese, tenho o tempo em meu favor...apesar de precisar de bem mais que duas gotinhas de cloro para espantar mosquitos e água gelada...não dependo de ninguém para me levar até a janela e ver o Azul à me convidar à infinitas possibilidades! Vou onde eu bem queira. Liberdade de trilhar através de minhas escolhas, e mudar o trajeto sempre que necessário :)

arquivo pessoal



2 comentários:

  1. Então mude o rumo sempre que necessário, vc é tão capaz, bem vinda a mudinha de mamãe!

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  2. Essa "mudinha" repleta de palavras guardadas... <3

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