quarta-feira, 16 de maio de 2012

Lisboa.

arquivo pessoal

Um dia ela se mudou para Lisboa. Daquela distância prudente, poderia observar seus afetos. Com olhos derramados de uma trágica Florbela sem triste fim. Protegida em finas telas. De cristal banhado em Sal. Foi para Lisboa e seus Fados. Mas ainda sentia a vida seguir como água rumo ao (a)mar. Lisboa e algo de recomeço. Na caixa de veludo azul, suas maiores relíquias junto ao peito. Lá fez Poesia e fios de ovos. Comeu toucinhos do céu. E não se perdeu no Oceano...já era afogada em seus próprios olhos, sempre marejados de lindas lembranças. E um tanto de esperança.



Haja o que houver (Madredeus)

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