quinta-feira, 28 de junho de 2012

Tom e Bia.

um lindo achado...
Bia enfim sabia. Que eram diferentes, tanto quanto iguais. Que podiam amar ou guerrear feito dois animais. Que podiam ir da gargalhada ao pranto no espaço de cinco minutos, se tanto. Entre Bia e Tom haviam harmonias dissonantes. Frases repletas de sentido, ainda que inundadas de consoantes. As vogais surgiam na frente nos momentos mais ternos, cada vez mais escassos no espaço/tempo do sobre(Viver): ar, encontro, inteireza, otimismo, unicidade.
Tom achava mesmo que Bia nunca seria como ele. Bia achava mesmo que Tom nunca entenderia quem "era ela". Ele amava tons de verde, Ela transitava entre cores que quase sempre resultavam em cinzas...Ela gostava de carne crua, Ele amava pudins.
Foram salvos por seus sonhos: Neles, fosse Sol ou Chuva, sempre se encontrariam em abraços e beijos despidos de medo, onde as semelhanças eram mais determinantes que as diferenças. Sim, existiam as semelhanças...essas sim, capazes de eternizar um Sentir para além dos solos de grama e concreto. Sobre um Oceano Onírico, suas naturezas sempre se fusionavam...acima do bem e do mal.




Libertango


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