terça-feira, 11 de setembro de 2012

Lembro-me (tanto e muito).

arquivo pessoal

Lembro-me de coisas em excesso. De coisas vividas lá atrás, outras tantas, lá na frente. Muita coisa mesmo. Coisa bonita e coisa feia. Algumas só ocorridas em minha cabeça estranha. Outras, acontecidas no que chamamos “vida” de fato, que melhor seria nunca terem acontecido. Lembro-me muito. Sinto saudade e às vezes asco. Das vividas ou das vividas só dentro de mim, esse estranho Universo paralelo onde experimento dores e alegrias.  Das viagens que nunca fiz para uma ilha, num litoral carioca qualquer, ao lado de um amor imaginado. Das viagens para a Europa que experimentei (na minha cabeça, sempre ela...) ao lado de um grande Amor de verdade. Do Amor grande que senti um dia (mais de uma vez, acho que duas -?-), que de tão grande, foi embora por não caber em alguém tão literalmente pequenina como eu. É que lá dentro, bem lá dentro de mim, é grande demais. Empurra minhas costelas, descompassa meu coração, desvia as rotas da minha corrente sanguínea, me levando sabe-se lá para onde. E eis que, numa grande ironia, o que sempre ficaria no plano dos ‘sonhos sonhados de olhos abertos’ se fez 'real - verdadeiro'. E mais uma vez eu senti falta...de uma das poucas coisas ‘nessa minha vida tão cheia de Vidas’ que conseguiu ser real e imaginada ao mesmo tempo. Tá, não tem nexo, nem é para ter...como as rubricas mais que reais no envelope que o correio me devolveu mais de uma vez. Completamente surreais. Ainda há muito a ser jogado fora. Desapego.  Cansei de tentar entender. Ando emotiva...olho para o xale azul, presente de uma amiga sonhada que também se fez real e já ameaça dizer adeus. Prefiro os “até breves”. Tudo é breve, afinal.



in love with my joy delirious (...)

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