sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Carceres mentais.


arquivo pessoal

Algumas lembranças são presentes. Outras cárceres. Há de se ter a habilidade de um catador de lixos para salvar o que se pode aproveitar. Fora o risco de se confundir o que foi reduzido à cinzas com ouro em pó...tô falando de coisa muito antiga mesmo, completamente obsoleta...enfim, percebo, que aquela Claudia "criança" precisa morrer. Eu cresci (?).
Como posso chorar por coisas que nunca me pertenceram? Anelar o intangível? Me fazer ouvir por corações e almas blindadas? Não. Que meu verbo se cale. E mais nada. É o que tenho para hoje. A esperança de ter deletado de minha memória/prisão tudo que não me cabe, como sapatos apertados a destruir meus dedos numa caminhada que é só minha. O destino é a liberdade. Foda-se, já sei da colisão, a inevitável colisão. Mas o caminho pode ser belo. Que venham os efetivos esquecimentos. Hora de "re-parir-me".
(Sigo com a Esperança). 
Maurice Ravel - Pavane for Dead Princess




Nenhum comentário:

Postar um comentário