quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Desconecte-se.

um achado

Depois de várias tentativas de comunicação, veio o feedback: "Desconecte-se". Tão dolorido quanto libertador, entendeu (e assimilou), enfim, que algumas experiências encerram seus ciclos por completo, tomando lugar, se muito, nas lembranças. "Desconecte-se". Um incisivo cacófago repleto de sentidos. Aquele amigo de infância não estava mais lá. Tomara caminhos outros. Bem como ela. Esbarravam-se em uma ou outra noitada da "provinciana metrópole carioca", que em tempos de redes sociais, acabam por promover "reencontros situacionais" e só. Um "oi", um tapinha nas costas, "como vai seu filho, Max?", "Bem, e seu novo armarinho no centro da cidade, Mari, você ainda pensa em ser estilista?", "Eu sou estilista há dez anos, Max, o armarinho é só um desdobramento dos meus negócios", "Ãhnn, legal, Mari, legal mesmo"; daí sai Max para pegar outra cerveja gelada no bar e vida que segue...conectando rostos no cristal líquido e blindando almas e corações.

"Felicidade". 

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