quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Do Carinho e nuvens branquinhas.

arquivo pessoal

Aí a pequenina passou o dia com as mãos em forma de concha, saudosa daquela nuvem branquinha de quem um dia fora tão amiga. Esperava por sua passagem, e ao menos uma gotinha em forma de afeto que caísse por entre seus dedos dizendo: "Veja, eu parti, mas não te esqueci para sempre". Ela saberia reconhecer a Nuvem, bem como a temperatura exata daquelas águas. Aquela água não caiu. No entanto, um temporal desabou em sua cabeça em forma de carinhos outros, de onde ela sequer era capaz de imaginar. Era muito mais querida do havia suposto. Entendeu, enfim, que não nascera para gotinhas. E que o amor deveria ser chamado de Amor, como nomes próprios. Não mais sentaria à beira de um caminho à espera de sentimentos minúsculos. Merecia mais. Muito mais. Compreendeu, de uma vez por todas, que aquela nuvenzinha, (tão linda, tão linda!) havia se liquefeito para todo o sempre. Uma nuvem minúscula, que moraria em sua memória, mas, não mais, a faria padecer de saudade. Permaneceria a Gratidão. Maiúscula  Gratidão.

"Noil"

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