quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A Caixa.

a caixa e suas possibilidades...


Adoro caixas e suas infinitas possibilidades. Para mim, parecem infinitas. Desde organizar parafusos, velhos manuscritos, fotos...enfim, caixas me soam como objetos zeladores de nossos pertences e sonhos. Gosto de caixas com fitas, colagens, escritos, etc. Gosto de transforma-las em algo belo. Gosto de presentes em caixas e fitas, tanto dar quanto eventualmente receber. Uma caixa insípida me soa como possibilidades...uma das minhas primeiras tentativas de escrever um roteiro (que foi escrito e está devidamente guardado dentro de uma caixa...) levou o nome de "A Caixa Azul", em tempos de inocência em que eu acreditava que um dia seria cineasta ou algo assim. Foi um projeto adiado pela minha imaturidade, bem como meu livro. Meu livro, no caso, foi adiado por questões burocráticas que envolvem o vil metal e outras políticas, mas voltemos à caixa, que meu livro tarda mas não falhará... 'A caixa Azul'...história fofa escrita por, na ocasião, uma menina meio boba de 25 anos. Hoje, aos 39, continuo um tanto boba. A história falava de um presente meticulosamente preparado para um grande Amor, cheio de delicadezas que remetiam à história dos dois personagens centrais e que foi levianamente confundido com uma bomba. Uma bomba de verdade (Talvez um dia vire um livro, ah!- sempre Eu e os Livros...) capaz de destruir um quarteirão. E era só (!) Amor. Sempre achei que a maioria das pessoas, tanto quanto buscam, se pelam de medo desse tal de Amor. Continuo achando, e agora me confesso engrossando esse time de medrosos. Ele, o Amor, pode mesmo ser uma bomba em almas inábeis. Mas continuo louca por caixas. Nesse Natal, compartilhado com minha família, não resisti ao impulso de 'catar' uma linda de se ver, com cara de porta chapéu...não sei qual será o destino dela. Mas já viajo na cara que ela terá. Será transformada com Amor. O destino dela, só Deus sabe...Tá, tenho medo do Amor, mas continuo com essa mania de mexer com coisas perigosas. Medo não há de ser sinônimo de covardia. Quando a bela caixa ficar pronta, mostro o resultado pra vocês. Essa que outrora guardou delícias natalinas...o que ela guardará? Nem eu sei. Talvez vire presente algum dia, sem destruir quarteirões...

Carinho...

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