sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Gentileza,quer?

arquivo pessoal

Gentileza em tempos de cólera não tem preço. De antemão, aviso que escrevo porque gosto, não sou a última palavra sobre nada. Academicamente falando, depois do segundo grau técnico em comunicação, só me graduei em maquiagem (ouço alguns risos dentro da minha cabeça, mas vamos em frente!). O que me faz livre para dividir com quem queira minhas 'impressões expressas'. Daquilo que observo, vivencio ou penso, sem a pretensão de ser uma formadora de opinião. Confesso meu medo de certos sofistas repletos de verdades e fórmulas...não acredito em fórmulas nas relações humanas. Não acredito em planejamento. Planejamento é bom para finanças, estantes, troca de azulejos, aquisição de pequenos bens de consumo, pagamento de contas fixas de sobrevivência, trabalho, etc...ah, dieta. Também funciona. Mas não é disso que se trata. Voltemos à gentileza. Gosto da palavra e do que ela representa. É a grande carência de nossos tempos. Pode parecer clownesco de minha parte, mas a-do-ro gentileza. Gentileza nas interações humanas. Gosto de ser gentil. Imodestamente gentil. Imagina emanar ira e descortesia por aí nesse calor de mil graus...tratar mau o entregador da quitanda que demorou a entregar minha coca-zero só porque esse Sol de lascar me deixa putinha...não mesmo. Ninguém tem nada a ver com minhas lacunas e angústias. E vejo, um "cadinho" abismada, uma onda de descortesia nas formas mais sutis de manifestações. Em alguns infundados silêncios até. Gente que foge de um "bom dia". Misantropia gera solidão, se esse é o objetivo, o método é perfeito. Também tenho medo dos misantropos. Já fui arredia e não me aguentei. Gosto da leveza. Não tenho o compromisso de ser densa o tempo todo. Tampouco séria. Sorrir nem dói. Claro que não dá para sorrir todo dia. Mas o oposto também vale: pobre dos que vivem com a cara amarrada a sonhar com um mundo ideal, a destilar desprezo ao que aparentemente não serve mais. A vida é muito dinâmica...e ainda que esse texto não pareça fazer sentido, encerro por aqui. Com meu sorriso de quem acredita que viver é bom.
Beijos gentis para todos.

Claudia Tonelli.

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