segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Porta Trancada.



arquivo pessoal

Foi um sonho. Não um sonho bom, mas nem sei se foi pesadelo. Tinha cara de recado, sei lá de onde...de algum canto do meu subconsciente bem mais esperto que minha sã(?) consciência.  Era uma porta. Uma conhecida porta, que eu entrava sempre que me dava vontade. Lá tinha coisas belas. Músicas, desenhos, singelezas. Tinha cheiro de tinta no ar. Lá tinha carvão e papel pra poder desenhar. Uma espécie de Céu para quem ama Arte. Mas nessa noite, ela não se abria para mim...tentava abrir, forçar com os pés, bater com força no afã de ser escutada pelo guardião das coisas belas. Nada. Quando já rendida de forças, quase indo embora, ela se abriu sozinha. Voltei, toda feliz... aquela porta tão amada que me fazia sonhar. Para meu espanto, um salão vazio, um espelho refletindo algo de loucura em meus olhos e alguns móbiles suspensos no ar. Nem tentei alcançar. Tirei os sapatos. Precisei sentir o chão para acordar. E acordei. Não se acorda sem chão. Não se avança sem chão. E tudo que quero é seguir em frente. Enxergando Arte no Pão.

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