terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Exílios.

arquivo pessoal

Por tantas vezes, me fui sem saber pra quem/onde/porquê.
Tantas vezes menti alegria, quase sem perceber.
Me servi de histórias lindas e feias pra sobreviver.
Vendi por poucas moedas minha arte feita de carnes.
Chorei agarrada a travesseiros ao cair de tantas tardes...
E em tantas fugas, não me livrei de mim. Segui claudia
e manca, trôpega em cima de saltos altíssimos.
Os que vestem meus pés e os que cruzam abismos.
Não sou tecida em cinismos.
Mesmo cara repleta de cores,
o fundo de minha retina sempre delatou minhas dores.
Chá de boldo para lavar meu fígado de rancores...
e minha asa humana e quase invisível
me apontou o caminho de volta,
Onde mil anjos fizeram escolta.
Não fugi dessa vez. O exílio se fez.
E nem atravessei a porta da sala...
Desse Mundo que espera...
que eu me traga ao que é meu
e o sorriso (de verdade) se faça...

(E vou)

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