quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Cinema Quase Mudo.

imagem colhida no google

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...cruzaram a pé (depois de um delicioso café), Tita e seu Amigo, um pequeno trecho da Grande Metrópole. A Praça do Correio, passando pelo Vale do Anhangabaú e tantas outras paisagens urbanas que ela não lembrava bem o nome. Em especial, derramou seus olhos no Viaduto do Chá (o nome sonoro e palatável como aquela noite bela) e nos lindos vitrais do Teatro Municipal. Tomou ainda, naquela mesma noite, a mais refrescante água mineral de sua vida, num balcão de lanchonete ao som de uma música brejeira e singela. Sentiu-se menina de novo. Fazia um calor atípico, e a barra rósea de seu vestido predileto varria o chão. Não fez questão de lavar o vestido: aquelas marcas mapeavam passos de um dia feliz. Pouco se falou, muito se sentiu. Na verdade, tudo se falou: dedos entrelaçados de singelo e puro afeto se comunicavam como velhos conhecidos. E ela, ao fechar o portão atrás de si, teve a certeza: já se conheciam o bastante mil anos mesmo antes de existirem. Recorte de um cine quase mudo, transbordado de sentidos, mesmo que sem direção. Melodias doces ecoavam em suas cabeças. Quiça corações.






Um comentário:

  1. Bonita a descrição deste encontro, mas que nos deixa com uma vontade de quero mais, pois tudo foi deixado nas e.n.t.r.e.l.i.n.h.a.s ou só aos cuidados da nossa imaginação.
    Bom vê-la de volta, e bem.

    (P.S.) Prometa que um dia conta mais...

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