domingo, 31 de março de 2013

De(s)onhos.

por aí...


De uma casa habitada por abandonos
tudo que foi adorno se fez tristonho
as flores de pano (até elas)
comeram todos os sonhos
de açúcar e muito sal
panos, tralhas,
risos frouxos
malas nunca desfeitas
garrafas de vinhos vazias
desde o outro carnaval
roupas dançam displicentes
esquecidas no velho varal
a dona do caos.
parece que foi por aí
equilibrista na tênue linha do 'não desistir'. 

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