sábado, 16 de março de 2013

O barqueiro e a Contadora de Histórias

imagem colhida no google





Ela então chegou à margem do rio, onde esperava encontrar o barqueiro. Não levava nada nas mãos, senão as tais moedas para uma travessia mais amena. Sentia algo de medo, mas, talvez, enfim, estaria livre. Não lembrava como chegara ali. Olhou o barqueiro nos olhos. Muda, estendeu as mãos com as moedas.
'Não quero suas moedas'. - disse de pronto o barqueiro.
'Mas se cheguei até aqui...não devo fazer a travessia?'
'Está querendo apressar o quê? Há muito as ser feito'.
'Já fiz tudo, ou tudo que foi possível. Filho, algumas histórias, bolos de chocolate, alguns amigos, desenhos, viagens, até mesmo histórias de amor' (Ela parecia louca).
'Daqui ouço suas histórias e gosto delas. De lá para cá, de lá para cá...por alguma razão, elas me distraem de minha sina monocórdica. Gosto dos que contam histórias. Lembra? Quem cria coisas, mata a morte. Ao menos por um bom tempo'.
Ela muda. O barqueiro continuou:
' Posso ler seus pensamentos. Pensa que não será falta na vida das pessoas de sua vida. Para muitas, pode até não ser. Mas para outras, será. E por essas, adio sua viagem. Você bateu de cara em muitas portas erradas...toma essa bússola...e não me apareça tão cedo...caminhe ao Sul de si mesma...continue a escrever suas histórias, principalmente as de Amor, todas as formas de Amor. É o que move a Vida. E mais: vá viver suas histórias. Escrever só não basta. Sorria mais. Sorrir é bom. Faz tudo doer menos. Você sorri bonito. E repito: Não volte tão cedo. Quando voltar, não quero suas belas histórias escritas. Quero as histórias vividas. São muitas a lhe esperar. Não se atrase. O tempo voa.'
Com um sorriso, ela obedeceu...

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